Sexta, 30 Outubro 2009 22:22    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
C.M.Odemira - Discurso da Tomada de Posse
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CMO - Discurso da Tomada de Posse   



EXMO SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL 

EXMO SENHOR GOVERNADOR CIVIL 

EXMO SENHOR DEPUTADO DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA 

EXMO SENHOR VICE PRESIDENTE DA CCDR ALENTEJO 



SENHORES VEREADORES 

SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA DE … e DA ASSEMB.MUN Aljezur 

SENHOR DIRECTOR DAS ÁREAS PROTEGIDAS DO SUL 



SENHORES AUTARCAS 

SENHORES PRESIDENTES DE JUNTA 

SENHORES DEPUTADOS MUNICIPAIS 

ENTIDADES CIVIS; MILITARES E RELIGIOSAS 

ILUSTRES CONVIDADOS 

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES 



Mercê  de  uma  clara  e  expressiva  vontade  popular,  decorrente  dos 

resultados  das  eleições  autárquicas  do  passado  dia  11  de  Outubro, 

assumimos aqui hoje, perante todos vós, a gestão dos destinos do 

concelho,  nesta  sessão  solene  evocativa  da  tomada  de  posse  dos 

novos órgãos autárquicos. 



Queria   desde   já,   e   em   primeiro   lugar,   agradecer   a   todos   os 

odemirenses  que  em  nós  confiaram,  renovando  desde  já  o  meu 

compromisso  de  tudo  fazer  para  justificarmos  o  orgulho  que  todos 

temos nesta nossa terra - o concelho da Odemira. 



É  com  muita  honra  e  com  muito  orgulho  que  aceito  a  investidura 

para este mandato em que representarei a nossa terra à frente da 

Câmara Municipal.  



Assim decidiu o povo. E é com humildade, mas com grande sentido 

de responsabilidade e com a determinação de sempre que partimos 

para uma nova etapa de um ciclo que se quer de grandes iniciativas, 

de algumas infra-estruturas e da qualificação do nosso território. 



Quando iniciei a minha vida autárquica em Odemira há cerca de 12 

anos  atrás  tive  consciência  plena  de  que  os  desafios  que  então  se 

colocavam  ao  município,  assentavam  basicamente  numa  linha  de 

rumo   de   continuação   do   reforço   das   infra-estruturas   básicas, 

fundamentais para a nossa qualidade de vida. 







A verdade é que nesta última década maximizamos o aproveitamento 

dos  Quadros  Comunitários  de  Apoio  e  deixámos  bem  marcados  no 

subsolo do nosso concelho os traços dessas intervenções em redes de 

águas   e   esgotos   e   no   espaço   aéreo   rural,   com   o   avultado 

investimento em electrificações rurais.  



Mas     também       à    superfície     se    construiu     alguma      modernidade 

designadamente,  na  renovação  das  nossas  escolas,  no  apoio  ao 

ensino profissional, na atribuição de bolsas a muitos alunos do ensino 

superior, na concretização de equipamentos sócio-culturais,… 

…na  melhoria  das  nossas  acessibilidades,  na  infraestruturação  de 

muitos  aglomerados  populacionais,  no  encerramento  de  lixeiras  e 

alargamento das recolhas a todo o concelho, na implementação das 

recolhas selectivas, na construção do PEA,… 

na infraestruturação e criação de vários Bairros Municipais, no apoio 

à criação de Centros de Dia e Lares, bem como no reforço do apoio à 

actividade  cultural  e  desportiva  e  de  criação  de  novos  espaços 

colectivos,.. 



Enfim,  uma  estratégia   de   elevação   generalizada   dos   níveis  de 

qualidade  de  vida  local  e  não  apenas  dos  principais  aglomerados, 

bem  como  a  criação  de  condições  básicas  de  atractividade,  fixação 

das populações e de estímulo à actividade económica. 



Felizmente,  a  consolidação  desta  estratégia  tem  vindo a  acontecer 

pois a realidade dos números mostra-nos que elevámos os níveis de 

infraestruturação e de equipamentos colectivos, de escolaridade, de 

qualificação profissional, todos os indicadores económicos e sociais, a 

diversidade  da  actividade  económica,  e  apesar  das  dificuldades 

económicas aumentou o número de PMEs em Odemira. 



Para alguns o ritmo de crescimento é insuficiente, mas numa época 

muito  conturbada  para  o  mundo,  seria  difícil  fazer  melhor.  Esta  é 

obra     de    que     me     orgulho      ter    contribuído,      mas      que    teve 

incontestavelmente  a  liderança  de  um  homem  que  marcou  estes 

últimos  12  anos  da  vida  Autárquica  no  concelho  de  Odemira.  Esse 

homem simples, afável, amigo do amigo, determinado, convicto, e de 

uma  sensibilidade  política  notável,  é  António  Camilo  e  tenho  o 

previlégio de ser seu amigo. 









Mas o mundo não pára e o futuro começa já hoje.  



Para o executivo que hoje entra em funções, este é o início de um 

ciclo de novos Desafios, de novas Oportunidades. 



Um  desafio  e  uma  oportunidade  que  nos  estimula  e  anima  a  fazer 

mais e melhor pelas nossas gentes. 



Um desafio e uma oportunidade que nos há-de ajudar a trilhar um 

caminho que terá sempre obstáculos, mas para os quais haveremos 

sempre de procurar encontrar soluções. 



Um desafio e uma oportunidade que queremos concretizar com todos 

independentemente            de    credos      e    convicções       diferentes,     que 

respeitamos. 



Um desafio e uma oportunidade que queremos participada por todos 

aqueles  que  podem  e  querem  contribuir  para  o  efectivo  progresso 

das populações, dando-lhes oportunidade de dar o seu contributo e 

ser ouvidos regularmente. 



Um desafio e uma oportunidade que queremos agarrar e que nos há-

de permitir continuar a transformar Odemira, num concelho cada vez 

melhor e com mais oportunidades, num espaço de elevada qualidade 

ambiental e patrimonial, com valores de solidariedade e de promoção 

da igualdade de oportunidades. 



Queremos promover um processo de desenvolvimento sustentado, no 

espaço e no tempo, com a ajuda de todos os agentes locais.  



Queremos  impulsionar  uma  dinâmica  empreendedora  e  criadora, 

capaz   de   assumir   atitudes   inconformistas,   que   não   se   mostre 

satisfeita  com  o  que  já  foi  alcançado  e  se  mostre  determinada  em 

prosseguir para patamares superiores de ambição, de exigência e de 

risco. 



Temos os olhos postos no futuro, e a ambição de o construir com o 

desenvolvimento do nosso Concelho. 



Estamos conscientes de que é no futuro que vamos passar o resto 

das nossas vidas e a convicção máxima de que esse futuro pertence, 

sempre,  aos  nossos  jovens  …  que,  com  orgulho  pela  terra  onde 




vivem, já hoje também o constroem, com responsabilidade cívica e 

elevado sentido de cidadania. 



Minhas Senhoras e meus Senhores 



Quero  nesta  oportunidade  deixar  bem  claro  que  apesar  de  termos 

obtido a maioria de eleitos nos órgãos municipais, não me arrogo do 

monopólio da representação. Uma maioria não é uma totalidade e a 

forma   como   os   eleitores   distribuíram   os   seus   votos   deve   ser 

traduzida na forma de governação.  



Por isso, e à semelhança do que tem sido a prática na Câmara de 

Odemira,  quero  manifestar  a  minha  total  disponibilidade  para  no 

âmbito do colectivo da Câmara, ou seja, com todos os vereadores, 

discutir  amplamente  os  assuntos  e  propostas,  procurando  sempre 

que possível soluções de consenso.     



Estou convencido que estes princípios recolherão a compreensão e a 

aceitação  de  todos  os  autarcas,  tal  como  recolheu  o  apoio  entre  a 

maioria dos eleitores. 



No mesmo sentido vão os meus votos de sã convivência democrática 

e   cooperação   institucional   dirigidos   a   todos   os   membros   da 

Assembleia  Municipal.  O  combate  político  frontal  e  leal  é  um  valor 

acrescentado       da    democracia:      O    confronto     de    concepções      e 

perspectivas só poderá ser benéfico para o futuro do nosso Município.  



Faço questão que o estilo de governação deste executivo seja aberto 

e  participado,  que  se  traduza  no  diálogo  e  no  respeito,  quer  por 

aqueles que connosco se identificam, quer por todos quantos pensem 

de forma diferente. 





Uma palavra muito especial para os executivos das Juntas e para as 

Assembleias  de  Freguesia.  Para  mim  não  existirão  juntas  do 

Partido  A  ou  do  Partido  B.  Quero  trabalhar  com  todos  os 

Presidentes de Junta, sem distinção nem favoritismos.  



Quero aprofundar o processo pioneiro de delegação de competências 

iniciado em 2002 e partilhar com as Juntas de Freguesia a resolução 

de um sem número de pequenos problemas que condicionam a vida 

do cidadão e cuja resolução contribui decididamente para o aumento 





da  sua  qualidade  de  vida  e  para  o  desenvolvimento  e  coesão  das 

comunidades locais.  



Neste quadro, quero ainda realçar o papel que as freguesias poderão 

desempenhar na concretização de um modelo de gestão autárquica 

mais descentralizado, mais participado e mais próximo do dia a dia 

dos Munícipes. 



Nesta  oportunidade,  quero  dizer-vos  também  que  analisei  todos  os 

programas  que  as  diversas  forças  concorrentes  apresentaram  ao 

eleitorado e que recolhi deles algumas ideias e propostas que tomarei 

na devida consideração.  



Há  que  reconhecer  que  muitas  das  medidas  apresentadas  são 

comuns a mais do que um programa o que decerto facilitará a sua 

viabilização.  



Mas   permitam-me   que   destaque   o   programa   apresentado   pela 

candidatura vencedora, pela legitimidade reforçada que adquiriu pelo 

reconhecimento dos eleitores.  



É   um   programa   para   as   pessoas,   porque   são   elas   que 

verdadeiramente  interessam.  Não  é  um  programa  tecnocrático, 

comporta valores e princípios. 



Acima  de  todos,  o  princípio  da  solidariedade  e  a  secundá-lo,  os 

valores da tolerância e da protecção dos mais desfavorecidos. 



Nesta perspectiva poderemos dizer que esse documento não se limita 

a enunciar medidas, indo mais além na definição de uma estratégia 

de desenvolvimento sustentado e orientado para o objectivo último 

de tornar Odemira uma das comunidades mais competitivas, mas ao 

mesmo tempo mais solidárias, do nosso Alentejo e do Sudoeste de 

Portugal. 



Minhas Senhoras e meus Senhores 



Hoje  damos  mais  importância  à  ideia  de  sustentabilidade,  somos 

mais  sensível  ao  legado  natural  e  paisagístico,  ao  legado  que 

recebemos   e   ao   legado   que   pretendemos   transmitir   às   novas 

gerações. 



Hoje   damos   mais   importância   à   qualidade   do   planeamento,   à 

concepção   de   território   humanizado,   ao   valor   inestimável   da 


participação  dos  cidadãos  na  estruturação  das  políticas  e  do  seu 

envolvimento na definição do seu futuro. 



Hoje temos mais consciência desta aldeia global cuja dinâmica não se 

compadece com soluções esgotadas e preconceitos localistas.  



A verdade é que “o mundo parece que encolheu nas distâncias e que 

se alargou nas oportunidades”: estamos todos mais próximos, mais 

informados e mais abertos à inovação.  



Os novos desafios exigem que estejamos mais aptos e mais capazes 

para aproveitar plenamente essas oportunidades. 



O  modelo  de  desenvolvimento  que  vos  propomos  tem  um 

pouco de tudo isto, mas assenta numa ideia simples:  



Odemira não pode olhar apenas nos limites do seu território, 

como se nada mais se passasse para além dele. As estratégias 

locais têm de ser integradoras e de base regional alargada! 



É   neste   quadro   que   temos   de   continuar   a   reforçar   a   nossa 

participação     em     parcerias    sub-regionais      e   regionais,   com     os 

concelhos  vizinhos,  potenciando  a  nossa  participação  na  sub-região 

da NUT3 do Litoral Alentejano, na NUT2 do Baixo Alentejo e Litoral 

Alentejano  e  no  âmbito  do  Litoral  Alentejano  e  Costa  Vicentina, 

criando  uma  cultura  de  aproximação  que  fomente  relações  de 

cooperação  adequada  para  um  melhor  desenvolvimento  local  e 

regional mas sem perda de incremento do ritmo próprio que sempre 

caracterizou Odemira.  



Por  outras  palavras,  um  dos  nossos  grandes  desafios  é  o  de 

regionalizar a dinâmica do nosso desenvolvimento.  



Tal  significa,  que  a  nossa  competitividade  tem  de  se  afirmar  na 

escala regional e mesmo nacional, pela atracção de novas empresas, 

pela incremento  da  diversidade da  actividade  económica local, pelo 

reforço  da  mobilidade  das  pessoas,  na  valorização  ambiental,  na 

diversidade   das   nossas   culturas,   na   captação   de   novos  fluxos 

turísticos, na elevação dos padrões de vida e de bem-estar. 












Para que esse objectivo seja concretizável, entendemos que existem 

três eixos fundamentais de estruturação das políticas municipais: 



1. Dinamização do crescimento económico sustentável. 



2. Valorização do capital humano.  



3. Promoção do capital social. 



Serão estes os três eixos fundamentais da nossa actuação: tornarmo-

nos    mais    competitivos,      sem    deixarmos      de    ser   cooperantes; 

respeitadores      do   ambiente,      sem    cairmos     no   conservadorismo 

imobilizante; mais qualificados, sem perdermos a nossa identidade; 

mais   solidários   sem   com   isso   desprezarmos   os   direitos   e   as 

responsabilidades cívicas que cabem a cada cidadão. 



Com esta estratégia teremos de ser capazes de : 



- Modernizar Odemira, apoiar e dinamizar a iniciativa privada 

e a economia local. 

- Qualificar o território e as pessoas como factor de coesão do 

concelho e promoção do emprego. 

-   Construir   as   infra-estruturas   em   falta   e   requalificar   o 

ambiente urbano. 

-  Preservar  e  valorizar  o  património  histórico,  cultural  e 

ambiental. 

- Implementar medidas de controle cada vez mais exigentes e 

imprimir também cada vez mais rigor á gestão municipal. 

-   Defender   o   poder   local,   as   instituições   e   incrementar 

mecanismos de participação cívica. 



Este é um programa que decerto despertará o orgulho de viver no 

concelho de Odemira. Acredito que será um programa de futuro e à 

medida dos nossos anseios. 



E  o  futuro  constrói-se  com  as  pessoas.  São  elas  que  fazem  a 

diferença particularmente pela formação e qualificações que detêm. 

A  educação  e  a  preparação  para  a  vida  activa  e  para  a  vida  em 

sociedade,      representam       a   chave     principal    do    processo     de 

desenvolvimento. Apostar na educação significa apostar nas pessoas, 

significa criar capital humano.  





Iremos   pois,   continuar,   a   investir   nas   escolas,   melhorando   o 

necessário e dotando-as de equipamentos que forcem a sua ligação 

ao    exterior,    aperfeiçoando       simultaneamente         a   capacidade      de 

aprender e o “ saber – fazer “, aspectos que têm que andar a par 

para se atingir uma formação versátil e de excelência. 

Daí a importância que atribuiremos à colaboração com as entidades 

formadoras  do  concelho  nomeadamente  à  Escola  Profissional  da 

Fundação Odemira, aos agrupamentos e à Escola e Colégio de ensino 

Secundário do concelho. 



O conceito de Odemira como uma comunidade do conhecimento e da 

inovação  só  fará  sentido  se  conseguirmos  criar  uma  educação  de 

qualidade. 



Na  área  da  cultura,  a  nossa  acção  continuará  a  ser  de  apoio  e 

fomento  à  produção  local,  pois  temos  consciência  de  que  ela  é  a 

nossa     alma.     Continuaremos        a   apoiar    intensamente        a   nossa 

Filarmónica,  os  nossos  grupos  Corais  e  de  Cantares,  de  Teatro,  as 

nossas  Associações,  os  Escuteiros  e  outros  e  incentivá-los-emos  a 

prosseguir a sua acção, que reputamos fundamental numa sociedade 

que queremos evoluída. 



O desporto continuará a ter o nosso apoio, sobretudo na sua vertente 

social  e  formativa.  Gostaríamos  de  ver  mais  jovens  e  seniores  a 

praticar  desporto,  por  isso,  mais  do  que  a  alta  competição,  que 

apreciamos,  apoiaremos  dentro  das  nossas  possibilidades  todas  as 

iniciativas sérias que levem a nossa população à prática do desporto 

nas suas diversas modalidades. 



Em  suma,  temos  consciência  que  é  investindo  na  educação,  no 

desporto  e  na  saúde  das  populações  que  se  ganham  as  batalhas 

contra  a  toxicodependência,  prostituição,  subsidio  dependência  e 

outras chagas sociais que é preciso combater. Estaremos na primeira 

linha das parcerias locais para o combate à exclusão social. 



Queremos  trabalhar  igualmente  com  as  forças  vivas  do  concelho, 

com     todas    as    instituições    humanitárias,       sociais    e   religiosas, 

associações      de    desenvolvimento         local,    culturais,    desportivas, 

empresários e comerciantes, pescadores, agricultores e com todos os 

que  de  forma  directa  e  indirecta  desenvolvem  a  sua  acção  neste 

concelho. 



Este será um executivo que trabalhará de frente para as empresas e 

para os empresários do Concelho, sendo objectivos criar mecanismos 

de  diálogo  e  resposta  mais  célere  e  permanente  e  programas  de 

incentivos e estimulo à fixação de novas actividades económicas.     



Por    outro    lado,    vamos      de    imediato      afectar    uma     parte 

significativa  dos  nossos  recursos  a  um  outro  domínio  que 

merecerá uma particular atenção. O planeamento municipal; 



É  do  domínio  público  que  o  Plano  Director  Municipal  actual  está 

desfasado   da   nossa   realidade   actual   especialmente   em  termos 

estratégicos. Assim, promoveremos a sua revisão, pretendendo que 

esta  não  se  limite  a  um  mero  ajustamento,  mas  que  incorpore  os 

novos objectivos estratégicos que temos vindo a enunciar reforçando 

o seu carácter integrador e a sua eficácia na gestão do território. 



Com  a  conclusão  do  PROT  Alentejo,  daremos  um  passo  em  frente 

enterrando      “sem      saudade”,      o    proibitivo    PROTALI,       porém 

relativamente  à  revisão  do  POPNSACV  não  podemos  afirmar  o 

mesmo,  tendo  o  Município  contestado  várias  propostas  do  seu 

articulado mesmo  na  sua última  versão  conhecida  e continuaremos 

com  os  restantes  Municípios  do  Parque  a  trabalhar  para  que  o 

documento final seja melhorado. 



Ainda neste âmbito, lamentamos a recente Portaria 1245/2009 de 13 

de Outubro, que define as taxas a cobrar pelos actos e serviços do 

ICNB,  a  qual  peca  por  ser  excessiva  no  que  concerne  aos  valores 

aprovados  e  por  obrigar  os  cidadãos  a  um  esforço  adicional  de 

financiamento  da  conservação  da  natureza  e  da  biodiversidade, 

tarefa que compete ao Estado Central.  



Exigiremos ao novo Governo a sua revisão e a definição de politicas 

públicas activas para esta área. 



Minhas Senhoras e Meus Senhores, 



A Regeneração Urbana de Odemira e dos núcleos antigos de alguns 

dos  nossos  principais  aglomerados,  a  concretização  do  já  aprovado 

POLIS  do  Litoral  Sudoeste  e  a  continuação  da  qualificação  da  rede 

viária  municipal  e  de  alguns  novos  troços  ainda  não  pavimentados 

serão uma realidade nos próximos 4 anos.  




Tornar    as    nossas    localidades     zonas    modernas,      aprazíveis     e 

agradáveis  de  viver  para  os  residentes  e  visitantes,  bem  como  as 

acessibilidades locais  são,  garanto-vos, uma  firme determinação  do 

executivo que hoje toma posse. 



Mas  também  no  domínio  social  é  necessário  continuar  a  crescer 

elevando a qualidade da oferta de alguns equipamentos existentes e 

outros que é urgente construir designadamente na oferta de lugares 

em creche e em Lar. A recente aprovação do Lar da APCO a construir 

em    Odemira      constitui   um     marco     neste   caminho,      pelo   qual 

reivindicarei    novos     equipamentos       e    desde    já   nas    recentes 

candidaturas  apresentadas  ao  POPH  dos  novos  Lares  de  Odemira, 

S.Luis, e Colos, e outros se seguirão a partir da estratégia do Plano 

de  Desenvolvimento  Social  do  Concelho.  A  Câmara  continuará  a 

assumir-se como parceira activa na elevação dos níveis de oferta em 

rede de creches e infantários, Centros de Dia e Lares, em parceria 

com  as  instituições  locais,  como  são  os  casos  actualmente  em 

construção do Centro de Dia de Vila Nova de Milfontes e da Creche de 

S.Teotónio. 



Estas são algumas das nossas prioridades as quais, como é natural, 

não esgotarão a capacidade concretizadora da Câmara nem o alcance 

das medidas e objectivos que nos propomos concretizar no programa 

eleitoral. 



Senhores Deputados Municipais 



Senhores Vereadores, Minhas Senhoras e Meus Senhores 



O desafio que temos pela frente é um desafio muito ambicioso.  



Desde logo temos de saber construir relações de cooperação com o 

governo  de  Portugal,  residindo  aí  um  sinal  fundamental  para  a 

prossecução  do  reforço  das  características  do  Concelho,  como  um 

espaço motor de desenvolvimento no litoral alentejano. 



Diz-me a minha experiência acumulada que a relação entre a Câmara 

Municipal  e  o  Governo  nunca  pode  ser  de  oposição,  mas  sim  de 

cooperação   política,   só   assim   se   podendo   assegurar   que   os 

resultados beneficiem os cidadãos, motivação especifica da Câmara e 

geral do Governo. 




Pese embora este estado de espírito, seremos reivindicativos a todos 

os  níveis  da  administração,  quer  na  contínua  e  crónica  falta  de 

médicos,  que  ainda  sentimos,  apesar  do  significativo  e  recente 

reforço  com  5  médicos  no  concelho,  quer  na  transferência  de 

competências  para  as  autarquias  onde  é  necessário  atender  à 

especificidade  da  baixa  densidade  deste  território;  na  aplicação  da 

actual  lei   das  finanças   locais,   onde   é   tempo   de   Odemira  ser 

compensado  dos  5,7  milhões  de  euros  anuais  que  não  recebe  por 

efeito  da  lei  travão,  e  noutras  matérias  como  o  novo  modelo  de 

Justiça que tarda em funcionar devidamente em Odemira, obrigando 

a grandes deslocações dos cidadãos a outros tribunais. 



Seremos        igualmente       reivindicativos       a    todos     os    níveis     da 

administração  no  necessário  reforço  das  acessibilidades  a  Odemira, 

de  onde  se  destacam  a  necessidade  urgente  de intervenção  na  via 

transversal do nosso interior, a EN266 e a construção do IC4 e do 

prolongamento  do  IP2  entre  Odemira  e  Ourique,  cujo  projecto  de 

Avaliação Estratégica Ambiental, decorre. 



Sem   estas   vias   de   comunicação,   nunca   seremos   um   concelho 

suficientemente         atractivo     para      tirar    partido     de     todas     as 

potencialidades que todos reconhecemos ao nosso concelho. 



Com estas vias, tudo ficará mais seguro e mais perto, com destaque 

evidente  para  a  qualidade  dos  serviços  de  saúde  em  situações  de 

emergência e de urgência, em que os tempos de evacuação são de 

vital importância.  



Mas, estas vias são também vitais para a atractividade do concelho a 

novas  iniciativas  de  pequenas  e  médias  empresas,  que  tragam 

investimento e emprego sustentável e com ele a sustentabilidade das 

famílias  locais,  com  reflexos  visíveis  na  fixação  de  jovens  e  no 

consequente acréscimo de empreendedorismo e inovação. 



Minhas Senhoras e Meus Senhores, 



Todos   ambicionamos   para   a   nossa   terra   um   desenvolvimento 

equilibrado  e  sustentável,  construído  com  o  necessário  equilíbrio 

entre   as   práticas   agrícolas,   a   sustentabilidade   ambiental,   e   o 

desenvolvimento   turístico,   tirando   partido   de   forma   contínua   e 

duradoura dos nossos recursos. Acreditamos que tal é possível!  







A verdade é que sem qualquer perigo para o património natural que a 

nossa população preservou ao longo dos anos, podem e devem haver 

investimentos  agrícolas  devidamente  planeados  e  monitorizados  e 

investimentos   turísticos   devidamente   integrados   e   de   elevada 

qualidade,  contribuindo  ambos,  e  de  forma  programada,  para  a 

sustentabilidade  ambiental  e  promoção  do  emprego  e  da  riqueza 

local. 



Também       o    interior   pode     e   deve    aproveitar      todas    as   suas 

potencialidades, em especial em torno da Barragem de Santa Clara 

cujo plano de ordenamento está em vigor, e beneficiar de todo o seu 

potencial  cinegético,  do  seu  aproveitamento  turístico  (em  espaço  e 

silêncio…), dos benefícios de proximidade aos grandes eixos rodo e 

ferroviários nacionais e dos seus produtos locais. 



É que este mundo rural continua com todas as virtualidades, daí que 

seja imperioso lutar por um conjunto de políticas de desenvolvimento 

local,  ao  serviço  das  pessoas,  que  aumentem  o  rendimento  das 

populações  nas  zonas  rurais,  com  animação  do  tecido  social,  que 

apontem para referência aos padrões de vida urbana. 



É  que,  mesmo  com  a  realização  das  infra-estruturas  básicas 

no     interior,     a    actual      situação       de     envelhecimento           e 

desertificação  acelerada,  só  se  inverte  com  outros  poderes 

regionais,  e  através  do  impulso  do  Estado  Central  com  a 

implementação            de     políticas       de     atracção        e    fixação 

populacional,  com  tudo  o  que  elas  comportam  nos  domínios 

das  infra-estruturas,  da  habitação,  do  turismo,  do  lazer,  da 

actividade  agrícola  e  florestal,  do  emprego,  e  dos  incentivos 

ao investimento. 



Este  é  sem  dúvida  um  grande  desafio  que  todos  temos  a 

vencer  e  muito  sentido  em  especial  pela  juventude  que  tem 

muitas dificuldades em se fixar por falta de oportunidades de 

emprego qualificado. 



É  esse  drama  que  temos  que  atacar  em  todas  as  frentes.  É 

difícil, muito difícil, porque essa luta precisa de nós, mas não 

depende só de nós nesta matéria. A proposta passa por unir 

esforços   com   as   autarquias   e   associações   da   região   e 

trabalhar por uma estratégia comum, ou seja, mobilizar uma 



“regionalização de Baixo para Cima”, com saber e trabalho… 

ainda havemos de envolver o poder central! Ironizamos!!  



Sabemos  que  esta  grande  nau  tem  grandes  tormentas.  Mas 

não vamos repousar perante as dificuldades. 



Para eles, os jovens, uma palavra de estímulo e de confiança, mas 

também  um  apelo  ao  vosso  espírito  irreverente,  de  arrojo  e  de 

inovação. A todos quero assegurar que estarei permanentemente do 

vosso  lado  no  apoio  e  na  procura  conjunta  de  condições  que 

permitam  a  todos  viver  em  Odemira  e  construir  aqui  um  futuro 

melhor. 



Minhas Senhoras e Meus Senhores, 



Para  que  possamos  vencer  estes  grandes  desafios  precisamos  de 

estabilidade na administração da Câmara, convergência de vontades 

e focagem na prossecução dos objectivos estratégicos do Município.  



Muitos     dos    funcionários,     técnicos     e   dirigentes    que     comigo 

trabalharam nos últimos anos, sabem que podem contar comigo, com 

o meu apoio, com o meu incentivo, com a minha disponibilidade para 

os  ouvir,  para  deles  aceitar  as  propostas  e  sugestões  que  se 

transformaram, muitas delas, em iniciativas de sucesso.  



Não é por demais reconhecer que dispomos de um quadro humano 

de grande qualidade, de elevada competência técnica, capacidade de 

inovação e na generalidade de grande dedicação à causa pública.  



Neste   domínio   serão   valorizados   os   quadros   já   em   funções, 

procurando  reorientar  devidamente  os  talentos  de  cada  um,  dando 

especial  enfoque  a  questões  de  aprendizagem  organizacional;  a 

questões  de  qualidade  dos  serviços;  à  liderança  e  trabalho  em 

equipa; e ao aprofundamento de uma cultura e visão partilhada. 



A  Câmara  Municipal,  como  qualquer  organização,  deve  saber 

aproveitar       a   mais      valia    e   as    capacidades        dos     seus 

colaboradores,  porque  é  o  conhecimento  destes  que  está  na 

base da qualidade e excelência dos serviços prestados. 



Neste aspecto estou tranquilo com a riqueza técnica e humana que 

representam os funcionários e dirigentes do Município.  




Mas   quero   que   saibam   também   que   procederemos   aos 

ajustamentos         necessários        à    melhoria       da    eficácia      do 

atendimento e dos procedimentos autárquicos.  



Todos sabem que os desafios que temos pela frente são ainda mais 

exigentes. A essa exigência só se consegue responder com motivação 

e vontade de todos.  



Os próximos meses serão dedicados prioritariamente à elaboração do 

Orçamento   e   Plano   de   Actividades   para   2010,   bem   como   à 

preparação  de  uma  nova  orgânica  dos  serviços.  Pretende-se  criar, 

através de algumas alterações no quadro da recentíssima legislação 

publicada  na  semana  passada  –  DL  305/2009  de  23  de  Out,  uma 

estrutura mais leve, com maior definição hierárquica, capacidade de 

resposta e de concretização dos projectos. 



Serei um Presidente que tudo fará para não se isolar dos seus 

colaboradores. 



Quero  por  isso  dizer-vos  que  contamos  com  a  vossa  dedicação,  a 

vossa competência e o vosso dinamismo. Se me é permitido falar em 

nome dos autarcas aqui presentes, contamos todos com o melhor de 

vós. Pensamos que é tempo de unir esforços e não de os dispersar.  



Chegados  a  este  momento,  não  posso  esquecer,  também,  aqueles 

que  comigo  irão  procurar  levar  a  bom  termo  a  missão  a  que  nos 

propusemos,   refiro-me   aos   colegas   vereadores   e   aos   senhores 

presidentes das Juntas de Freguesia, e a todos os autarcas, que têm 

um papel importante no desenvolvimento local e que, muitas vezes, 

passam  despercebidos,  quando,  no  fundo,  são  as  nossas  forças 

avançadas junto das populações. 



Não  posso  igualmente  esquecer  neste  momento  o  apoio  de 

toda a minha família … e lembrar com saudade o meu pai, um 

homem de trabalho, simples, e dedicado à família que um dia 

me confessou “…preferia que tivesses uma vida mais tranquila, mas já 

que estás na politica faz o teu melhor, que é pelos teus filhos!”. Onde 

ele estiver sabe que seguirei o seu conselho, e eu sei como ele 

estaria feliz se aqui estivesse! 



Também a todos os autarcas que connosco trabalharam em prol do 

concelho  de  Odemira  dirijo  o  maior  reconhecimento,  devendo  aqui 

salientar  os  meus  companheiros  António  Afonso  e  Carlos  Oliveira, 





este,  que  hoje  termina  funções  e  a  quem  desejo  as  maiores 

felicidades,  e  reconhecer  também  a  colaboração  e  a  solidariedade 

prestada à Câmara Municipal pela Assembleia Municipal e em especial 

pelo seu Presidente, o Dr. Manuel Coelho. 



A todos em geral e também aos autarcas eleitos, me dirijo e vos peço 

que  sejamos  os  primeiros  nesse  caminho  do  futuro,  e  que  na 

discussão, no trabalho, no encontrar de soluções para os problemas 

que  enfrentamos,  passemos  todos  a  pensar  e  a  trabalhar  só  por 

Odemira,  porque  da  minha  parte,  vos  asseguro  que  me  assumirei 

também, como o Presidente de todos os Odemirenses. 



Minhas Senhoras e Meus Senhores, 



Foi este o caminho escolhido pelos Odemirenses, e eles sabem 

que   não   estou   e   não   estarei   condicionado   por   qualquer 

orientação  partidária,  económica  ou  de  qualquer  grupo  de 

interesses.  



Somos  homens  e  mulheres  livres  cuja  única  ambição  é  servir  este 

concelho  e  os  seus  Munícipes,  procurando  em  cada  dificuldade 

encontrar uma oportunidade!  



Odemira será, em exclusivo, a nossa Missão para os próximos quatro 

anos.  



Contem comigo na primeira linha.  



Muitas felicidades e um muito obrigado a todos pela vossa presença, 

pelo vosso empenho e pelo vosso carinho. 



Tenho Dito!  



Odemira, 27 de Outubro de 2009 



O Presidente da Câmara 

JAG 


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É pena não o terem disponabilizado em video, ficamos a aguardar ...

 



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