Quarta, 11 Junho 2014 15:27    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Livro "Diabo dos Políticos" em São Teotónio
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As tertúlias literárias do “Clube dos Poetas Vivos” voltam a São Teotónio no próximo dia 15 de Junho, a partir das 18:00 horas, no átrio da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos.

    Nesta primeira tertúlia do ano será apresentado “O Diabo dos políticos”, obra coletiva que se constitui como uma sátira à atual situação política portuguesa e que promete alguma polémica. O livro, que foi apresentado na Feira do Livro de Lisboa no passado domingo, apenas será colocado à venda a partir de dia 18, pelo que esta apresentação será um dos primeiros momentos em que poderemos ouvir os seus autores.

    Atuarão ainda nesta tertúlia “Os Açordas”, grupo santeotonense de violas e cavaquinhos,  e “Os Tibórnia”, banda que tocará temas de José Afonso.

    As “Tertúlias Literárias” são uma iniciativa do projeto “Clube dos Poetas Vivos”, que as tem vindo a organizar, com regularidade, nos últimos três anos. Um encontro de escritores alentejanos, ciclos de cinema, empréstimos de livros na praia, apresentação e edição de livros, têm sido algumas das iniciativas do “Clube dos Poetas Vivos”. 



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O método

Quatro autores que se juntaram, virtualmente falando, e que depois foram dando

sequência à narrativa que o anterior criava, ao jeito do que alguém chamou uma prova de

estafetas.

Depois de acaloradas discussões e muitas irritações pelo meio, como acontece nas boas

famílias, chegou-se ao fim... E lá estava a história, que se inicia quando Lúcifer é enviado,

por castigo divino, para o Parlamento desse pequeno país, que é Portugal.

O(s) tema(s)

Escolheram-se aqueles que, lá diz o povo, não se discutem: Política, Religião e Futebol.

Aos quais juntámos as duas únicas coisas em que Woody Allen acredita: o Sexo e a

Morte.

O enredo

Quando Lúcifer se materializa como deputado de um partido de direita no Parlamento

português, vai sentir-se particularmente atraído pela líder do novo Partido das Fúcsias,

uma tal Eva Amoral Dias. Entretanto, o Antipapa de Azeitão, D. João Relvas I, consegue

colocar "toupeiras" na Polícia Angélica e, pretendendo ganhar o outsourcing da morte que

os anjos se começam a recusar a fazer, põe em causa o poder de Javé (com quem gozam

os querubins: "oh Javé, estás choné!"). Este, irritado, acabará por ter de reenviar à terra o

seu filho predileto, Jesus Cristo, para trabalhar em conjunto com Lúcifer, no sentido de

evitar a interferência de D. Relvas na esfera celeste. Uma parceria que está longe de ser

prometedora, pois que os dois tinham um longo historial de rivalidade, sobretudo no que às

mulheres diz respeito, e que continuará agora em torno da bela deputada das Fúcsias. A

história (na Terra) segue então em dois cenários. Um primeiro é a pregação de Cristo junto

do rio Tejo, onde opera milagres e recruta os seus dois primeiros apóstolos, que são

pescadores à linha: o alentejano Ambróiso e o ucraniano Vladimir. Um segundo é o próprio

Parlamento, onde Ascência pela Lei de Deus Eleita tem dificuldades em controlar as

paixões e depressões, e até ingenuidades, veja-se, do deputado Lúcifer (o qual consegue

o cartão de cidadão português com o sugestivo nome de Adão dos Prazeres). A luta entre

o Antipapa de Azeitão e os enviados de Javé conhece várias peripécias, e tudo em apenas

três dias, destacando-se uma célebre conferência de imprensa no cemitério de Benfica,

onde Cristo ressuscita um sem-abrigo de alcunha Cifão (mas que era, afinal, Armindo das

Covas Lázaro, natural de Rans) e se supõe que Eva é assassinada (será vista depois a

pairar sobre o plátano-bastardo do jardim das Amoreiras).

O grande final será uma Última Ceia na tasca do galego Ismael, na qual também estarão

presentes, entre outros, Garcia Macieira, Joana Dragão e Isabel dos Sonhos (uma senhora

angolana vítima de uma epifania que a levou a Vila Franca de Xira para dar banho aos

crentes) e, claro, um misterioso pintor com diploma de equivalências de acrílico e óleos.

Uma história bem ritmada, que conta com excertos do evangelho de Ambróiso e quadras

do próprio Javé, que aqui se assume admirador de António Aleixo.

Nos epílogos há ainda o "Apocaliptro" (do apóstrofo alentejano) e um jogo de Futebol no

paraíso entre duas equipas Eduardo de Jesus Alves (do Jorge e do Cristo). Porque o

Futebol está presente ao longo da história, ou não fossem os quatro autores fervorosos

adeptos benfiquistas.

Os autores

Fernando Évora.

Nasceu em Faro, em 1965. É autor das obras A fonte de Mafamede (2002), Como se de

uma fábula se tratasse (2007), No País das Porcas-Saras (2010) e Amor e Liberdade de 2

Germana Pata-Roxa (2012). Neste percurso abordou também a edição de livros para

crianças com "O mosquito Zé Cantante vai à Faceco" e "Animais do nosso concelho" em

parceria com o artista plástico Gonçalo Condeixa. Foi nos contos que primeiro se

distinguiu ganhando em 1999 o Prémio Damião de Odemira com Caricas roxas e em 2000

o Prémio da ARCA (Faro) com Na casa da Dona Alzira (Contos publicados na revista

"sublimis"). Em 2013 voltou ao ambiente dos contos participando nas coletâneas Contos

do Caneco e Stories do Alentejo. Licenciou-se em ensino de História e exerce atualmente

funções docentes em Aljezur.

Pode ser seguido no site:

• www.fernandoevora.com

João Duarte

Nasceu em Lisboa, em 1976. É autor dos romances A Casa do Sonho Pagão (2009) e

Uma Espécie de Sentido (2009). Desde então envolveu-se em projetos coletivos. Após ter

sido júri do Prémio Literário Esfera das Letras 2010 coordenou a obra Já não se fazem

Homens como antigamente (2010) na qual participou também com uma peça de teatro.

Desde então publicou textos nas coletâneas Contos do Nosso Tempo (2012) e Contos do

Caneco (2013). 2013 foi também o ano em que se estreou na poesia na

coletânearotismus: Impulsos e Apelos. Formou-se em Psicologia mas é atualmente Gestor

de Projectos na área das Telecomunicações. Pode ser seguido no site:

• www.joaopedroduarte.net

Miguel Almeida

Nasceu em Rãs, pequena aldeia do concelho de Sátão, distrito de Viseu, em 1970. É autor

de Um Planeta Ameaçado: A Ciência Perante o Colapso da Biosfera (2006), A Cirurgia do

Prazer: Contos Morais e Sexuais (2010), O Templo da Glória Literária: Versão Poética

(2010), Ser Como Tu (2011), Chireto: Uma semana de histórias para contar ao deitar

(2011), O Lugar das Coisas (2012), Aprenducar com a Mãe Natureza: Uma semana de

histórias para contar ao deitar (2012) e SobreViver (2013). Publicou também, desta vez em

coautoria, Já não se fazem Homens como antigamente (2010). É o coordenador da

Coletânea de Novos Poetas Portugueses intitulada Palavras Nossas (Volume I, 2011;

Volume II, 2012), assim como das coletâneas Contos do Nosso Tempo (2012) e

Erotismus: Impulsos e Apelos – Coletânea de Poesia Erótica (2013). Licenciado em

Filosofia (Variante de Filosofia da Ciência) pela Faculdade de Letras da Universidade de

Lisboa, onde também fez o Mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente, exerce

atualmente funções docentes na Escola Secundária Cacilhas-Tejo, em Almada. Nas redes

sociais podemos acompanhá-lo no perfil:

• www.facebook.com/Miguel.Jorge.Azevedo.de.Almeida

Vitor Fernandes

Nasceu em Lisboa em 1955 mas escolheu a margem sul do Tejo para viver. Publicou o

seu primeiro romance Sete Facadas e Carapaus de Escabeche em 2012. Tem-se afirmado

como autor de contos e poesia participando em várias coletâneas. Na modalidade de

contos destacam-se as coletâneas Contos do Nosso Tempo (2012), Ocultos Buracos

(2012), Beijos de Bicos (2013), 7 Pecados (2013), Lugares e Palavras de Natal 2012 e

Lugares e Palavras de Natal 2013. Na área da poesia participou nas coletâneas Palavras

Nossas, Volume II (2012), Terras Vividas e Sonhadas: os Poetas e os Lugares (2013) e

Poesia Sem Gavetas, Parte I (2013). Formou-se em Engenharia Eletrotécnica e também

em Máquinas Marítimas da Marinha Mercante. Apaixonado por fotografia, dá formação

nesta área e dedica-se também ao voluntariado de cariz social. Como blogger pode ser

seguido nos blogs:

• http://predatado.blogspot.pt/

• http://constantinogvacas.blogspot.pt/




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